Portugal: Nova tempestade e inundações persistentes
Portugal enfrenta mais uma tempestade, enquanto o país continua a recuperar das consequências da tempestade Christine, que fez dez mortos e levou à declaração do estado de emergência em 68 municípios. Várias zonas permanecem sem energia elétrica após uma semana de chuvas torrenciais e ventos fortes.
De acordo com a Proteção Civil, cinco pessoas morreram diretamente em consequência da Christine, enquanto outras mortes foram registadas na Marinha Grande e noutras zonas devido a derrocadas de telhados ou inalação de fumo proveniente de geradores. As autoridades continuam a avaliar os danos, que incluem a destruição total ou parcial de casas, danos nas redes de energia e comunicação e perturbações nos transportes e nas escolas, particularmente nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.
As escolas começam a reabrir gradualmente, mas algumas vão manter-se encerradas até à próxima segunda-feira. Em várias regiões, como Castelo Branco, o acesso às redes móveis continua a ser limitado, afectando mais de 70% dos habitantes de Oleiros, apesar do restabelecimento parcial da electricidade. As Forças Armadas participam nas operações de socorro, enquanto equipas trabalham para reparar telhados danificados e restabelecer os serviços essenciais. Para limitar o impacto da crise, o governo português suspendeu a cobrança de portagens em quatro das principais autoestradas durante uma semana. O ciclone Christine danificou mais de 50 projetos de infraestruturas nacionais, com custos de reparação estimados em 20 milhões de euros, enquanto a Comissão de Contas sublinha que os fundos do plano nacional de resiliência são insuficientes para cobrir catástrofes naturais.
A nova tempestade Leonardo está neste momento a afetar o país, com chuvas e ventos que atingem os 75 km/h na costa e os 95 km/h nas zonas montanhosas, impactando o Baixo Alentejo e o Algarve. O estado de alerta mantém-se no nível máximo em Portugal Continental e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, devido aos riscos de cheias, ventos fortes, mar agitado e queda de neve. A Comissão Europeia manifestou a sua solidariedade e apelou a uma resposta coordenada através do Fundo de Solidariedade da UE e a investimentos em redes elétricas mais resilientes.